Desenho e Pintura

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terça-feira, 31 de março de 2015

Técnica de Desenho Aquarela



A aquarela é uma técnica de pintura na qual os pigmentos se encontram suspensos ou dissolvidos em água. Os suportes utilizados na aguarela são muito variados, embora o mais comum seja o papel com elevada gramagem. São também utilizados como suporte o papiro, casca de árvore, plástico, couro, tecido, madeira e tela.

A aquarela é uma técnica muito antiga cujo aparecimento se supõe esteja relacionado com a invenção do papel e dos pincéis de pêlo de coelho, ambos surgidos na China há mais de 2000 anos.

No ocidente, há vários exemplos do emprego desta técnica desde a Idade Média, como Tadeo Gaddi, discípulo de Giotto. Ele viveu até 1366, e teria produzido uma série de desenhos aquarelados, feitos sobre papel tipo pergaminho. O método foi utilizado por artistas flamengos, e amplamente empregado em Florença e Veneza. Foi com Albert Dürer que a aquarela pode resistir ao tempo, já que ele deixou pelo menos 120 obras suas.

Em 1550, um artista de nome John White participou da expedição de Sir Walter Releigth, registrando a vida, o ambiente e os costumes do Novo Mundo, sendo considerado por alguns como o pai da aquarela. Mas foi somente no século XVIII que a técnica passou a ser considerada como um método autônomo e independente, difundida em toda a Europa e reconhecida como a “Arte Inglesa”. Neste momento surgem nomes como Alexander Cozens, o poeta pintor William Blake, John S. Cotman, Peter de Wint e John Constable, mas foi sem duvida William Turner quem melhor soube explorar suas possibilidades; e muitos desconhecem que Turner produziu 19.000 aquarelas, o que lhe garante o título de maior aquarelista de todos os tempos. Já foi mencionado que Turner teria influenciado os pintores impressionistas, mas há quem ouse afirmar que a aquarela exerceu tamanha influência sobre Turner, a ponto de este experimentar na pintura a óleo as mesmas possibilidades cromáticas, através da aplicação de camadas bastante delgadas e sobrepostas, com muita luminosidade.

A aquarela há muito tempo se tornara um hábito nas cortes européias, o que lhe dava certo “ar” de futilidade, de feminilidade espontânea e, embora surgissem novos pintores aquarelista, esta técnica começa a ser vista com preconceito. Com o passar dos anos, surge uma grande contradição em torno deste método, notadamente no Brasil, onde a aquarela é vista como um método escolar. Apreciada por alguns, desprezadas por outros e incompreendida por muitos, o certo é que a aquarela deve ser defendida pelas suas qualidades intrínsecas, como uma técnica em si mesma.


Técnicas da Aquarela
Refluxo:







Pode ser um aborrecimento se você não souber usá-lo corretamente. Papel mais absorvente ou áspero é menos propício ao refluxo que papel liso. Com a pratica, é possível evitá-lo completamente. Aplicada uma aguada e, em seguida, outra, antes que a primeira esteja completamente seca, é provável que a nova tinta penetre na outra criando borrões, isto seria o refluxo. Não há remédio para refluxo, exceto lavar toda a área e recomeçar o trabalho. Entretanto, alguns aquarelistas aproveitam esta área borrada para representar por exemplo céu e água, pétalas de flor, pois os efeitos que produzem são muito diferentes daqueles que se obtêm por meio de pinceladas convencionais.


Pinceladas

O exemplo mais óbvio de pinceladas visíveis em aquarela é na técnica DESENHO PONTILHADO, em que a pintura é inteiramente formada por pequenos pontos feitos com pincel de ponta fina.

Alguns aquarelistas preferem pincel largo e chato, permitindo que ele siga a direção de uma forma, enquanto outros usam pincel pontudo para criar uma rede de linhas de diferentes cores e tons.


Gradação





Cores claras não devem ser colocadas sobre as escuras. Então se começa uma pintura de aquarela pelos tons mais suaves e se intensifica gradualmente através de sucessivas aguadas ou pinceladas.


Contornos




As pinceladas de aquarela aplicadas sobre papel seco formam uma fina camada de tinta que, se não for alterada, apresentará quando seca contornos nítidos. Ao se aplicarem pinceladas curtas e soltas sobre as previamente secas, pode-se obter uma fascinante rede de linhas fluidas e quebradas, que não somente contribuem para a definição de formas como também emprestam vivacidade à obra. Trata-se de um dos processos para a construção de formas irregulares como nuvens,reflexos, rochas ou ondulações de água.


Máscara





Alguns aquarelistas vêem com certo desdém os processos em que se emprega máscara, considerando-os mecânicos demais. Não ligue para eles.Não dê importância a este tipo de atitude,é puro esnobismo, na verdade o que vale são os recursos que você utiliza para obter o resultado que você deseja em sua aquarela e conta também,claro, o grau de sua criatividade ao utilizá-los.

O emprego de fita adesiva, por exemplo, pode ser de grande valia na pintura de edificios. Deixa-nos tranquilos, permitindo-nos trabalhar livremente, sem o risco de borrar as linhas que desejamos retas e nítidas.

A máscara líquida é perfeita quando se deseja representar claros que contrastem nitidamente com as cores, como, por exemplo, na ondulação da água.

Você retira a máscara, obviamente, após concluir sua pintura da área onde você a utilizou, mantendo assim o branco do papel; este recurso oferece vivacidade e frescor. Existem várias marcas de máscara líquida no mercado, nacionais e estrangeiras.


Esgrafito




Do italiano sgrafitto, consiste em riscar uma camada de tinta bem seca, de maneira que o papel fique parcialmente descoberto. Processo contrário ao uso da máscara líquida em que é o branco do papel é mantido previamente. Pode ser raspado com a lateral de uma faca, lâmina de barbear ou estilete, etc.


Frottage




Técnica destinada a criar textura e cor fragmentada,e consiste em esfregar tinta bem seca, desigualmente, por sobre outra camada, também seca, de maneira que a subjacente apareça, se destaque, mas apenas parcialmente.

Um pincel de pelos duros é o ideal, embora haja outras possbilidade como papel de seda amassado ou os dedos.


Tinta borrifada




O borrifamento é um método imprevisível e, portanto, é necessário um pouco de prática antes que se esteja certo do resultado que será alcançado. Assim, é melhor experimentá-lo antes em outro papel, para evitar o risco de por a perder uma pintura. Qualquer tinta pode ser empregada, contanto que não esteja concentrada demais. Para obter respingos finos, molhe uma escova de dente com tinta não muito espessa, segure-a horizontalmente acima do papel, com as cerdas voltadas para baixo, e corra o dedo polegar sobre as cerdas. Para conseguir um efeito de maior aspereza, use um pincel de pelos duros carregado com tinta não muito espessa, e aplique-lhe golpes com o cabo de outro pincel.


Fonte: Blog Desenhe e Pinte


Mariana Chaves

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